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A coluna "Modo de Ver" foi publicada semanalmente no jornal Correio de Uberlândia de janeiro de 1996 a dezembro de 2016. A partir de 2017, os textos passaram a ser publicados no Diário do Comércio de Uberlândia.


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8 de Janeiro de 2014 Alexandre Henry

Você tem pânico de quê?

Eu tenho uma amiga que por muito tempo não viajou de ônibus ou avião porque tinha medo que alguém passasse mal e vomitasse perto dela. Aliás, o pavor em relação a vômitos sempre foi tão grande que ela passou a tomar remédio diariamente para enjôos, tudo para não correr o risco de vomitar.

Muita gente tem pequenos surtos de pânico em relação a detalhes da vida que não assustam praticamente ninguém. Outra pessoa que conheço desenvolve reações desproporcionais a cada vez que tem que se submeter ao mínimo procedimento médico. Não, ele não tem pavor de sangue dos outros e já trabalhou por cinco anos com resgate de acidentados. O problema é quando o procedimento ocorre com ele. Outro dia, passou por uma microcirurgia e deu tanto trabalho que tiveram que aplicar um sedativo. Já uma moça que conheço tem pânico da anestesia. Se aplicarem a pior injeção, com a maior agulha que existe, ela não fica tão transtornada quanto a aplicação de uma anestesia com uma agulha minúscula, mesmo que seja anestesia local. Da última vez que precisou passar por isso, seu batimento cardíaco chegou a 180 por minuto antes mesmo da agulhada. No meu caso, vômitos, sangue próprio ou anestesias não me assustam, mas por cerca de dois anos tive uma irritação no sistema digestivo que me deixava maluco. Dividir o quarto com uma pessoa estranha, estar em um local sem acesso a banheiro ou em uma noite fria eram situações que poderiam me levar ao desespero. Certa vez, estava em uma fazenda com muitas pessoas, em um dia frio. Consegui me deitar e controlar a ansiedade, até que, quando estava quase cochilando, ouvi alguém dizer que o papel higiênico do único banheiro da casa tinha acabado. Foi o suficiente para meu batimento cardíaco se acelerar, a respiração ficar ofegante e, claro, uma vontade alucinante de ir ao banheiro tomar conta de mim.

Parece engraçado, mas quem vive uma situação dessas sofre muito e tem a qualidade de vida reduzida. Muitas pessoas desenvolvem ao longo da vida pequenas síndromes do pânico, situações em que o medo cria reações e comportamentos desproporcionais e infundados. Se você ainda não passou por isso, não se gabe porque você pode desenvolver algum tipo de pânico de um dia para o outro. O bom é que um acompanhamento psicológico quase sempre resolve a questão. No meu caso, fui a três sessões e o psicólogo me passou um exercício mental para fazer quando sentisse que iria ter uma crise. Na primeira oportunidade, comecei a testar e achei aquilo ridículo. Mas, mergulhado naqueles pensamentos, adormeci e não tive crise alguma. Com o tempo, o problema desapareceu, graças a Deus.

Alexandre Henry

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Comentários

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