Modo de Ver

HOME   /   MODO DE VER   /   OS GRUPOS VIRTUAIS DE MENSAGENS

A coluna "Modo de Ver" foi publicada semanalmente no jornal Correio de Uberlândia de janeiro de 1996 a dezembro de 2016. A partir de 2017, os textos passaram a ser publicados no Diário do Comércio de Uberlândia.


4 Comentários  
363 Visualizações  
27 de Abril de 2016 Alexandre Henry

Os grupos virtuais de mensagens

Eu resisti o quanto pude aos grupos virtuais de mensagens, especialmente os que são criados por meio do WhatsApp. No início, foi só para não me envolver em mais uma atividade pela internet. Eu tenho minha página no Facebook, e-mail profissional e particular, blog, troco mensagens pelo Messenger e pelo WhatsApp, tenho tablet, smartphone, notebook, trabalho em casa e na Justiça Federal com computadores de dois monitores, enfim, é muito tecnologia da informação para uma pessoa que cuida de mais de 6.000 processos judiciais e tem uma esposa e uma filha que valem muito mais do que qualquer atividade virtual.

Com tanta coisa assim, entrar em um grupo de WhatsApp não era algo aconselhável. Minha resistência não era somente por conta de já acumular muita atividade na rede, mas porque eu comecei a perceber o quanto esses grupos roubam o tempo que a gente tem. É muito bate papo fora de hora que surge, é sempre um assunto chamando a atenção, uma piada e por aí vai. Sabe aquilo que sempre fica tirando a sua atenção e atrapalhando suas atividades? Você está lá fazendo uma coisa chata no seu trabalho e chega o barulhinho da mensagem. Não vai ver o que é? É claro que vai! Mas, quando falamos em grupos pelo WhatsApp e aplicativos similares, esses barulhinhos são tão frequentes que você simplesmente não faz mais nada se ficar conferindo o celular a cada instante. Outro problema são os integrantes do PSN - Partido dos Sem Noção, que não param de mandar mensagens que não interessam ao grupo, mensagens ofensivas, piadas que não cabem naquele lugar, assuntos paralelos e conversas a dois divididas entre todos. Muito chato, mas muito chato mesmo.

Por essas razões, resisti aos grupos o quanto pude. Até que... Bom, um grupo de familiares para tratar de trilhas de bike era algo que eu não poderia recusar. Aí veio o grupo do condomínio e eu pensei que era importante para alguma emergência. Coloquei os dois no modo silencioso, para não ficar tentado a olhar cada mensagem, e resisti a entrar em outros. Até agora, apesar de passar o dia inteiro ligado à rede e às tecnologias, não caí na tentação de gastar boa parte do meu tempo lendo e mandando mensagens para grupos virtuais. Como tudo o que há na internet, é preciso fazer uma seleção daquilo com o que vale a pena gastar seu tempo. Aplicativos de mensagens virtuais são maravilhosos e eu os tenho usado com frequência, inclusive para a divulgação de conteúdo didático do meu site de concursos. Também tenho aproveitado o grupo dos vizinhos e dos ciclistas. Por enquanto, já me basta. Ir além disso, ao menos para mim, é gastar meu tempo com uma forma de lazer de baixa qualidade, nada mais do que isso.

Alexandre Henry

Avalie o texto:

Comentários

  1. uwLRg5w0vnC9

    23 de Dezembro de 2016 às 00:01

    I much prefer infarmotive articles like this to that high brow literature.

  2. TQmGVog0p7Q

    24 de Dezembro de 2016 às 10:47

    <a href="http://ywtjiieibcl.com">Almikzaam-inforaataon</a> found, problem solved, thanks!

  3. jPlnPc9xuwT

    25 de Dezembro de 2016 às 17:15

    In the coliapcmted world we live in, it's good to find simple solutions. http://ifltop.com [url=http://xybbdcpbr.com]xybbdcpbr[/url] [link=http://gezsvfuh.com]gezsvfuh[/link]

  4. 4U7pDBOxP

    25 de Dezembro de 2016 às 23:36

    Awesome you should think of <a href="http://gpsbserlpf.com">soiehtmng</a> like that

Envie seu comentário

Seu email não será exibido.*