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A coluna "Modo de Ver" foi publicada semanalmente no jornal Correio de Uberlândia de janeiro de 1996 a dezembro de 2016. A partir de 2017, os textos passaram a ser publicados no Diário do Comércio de Uberlândia.


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18 de Maio de 2016 Alexandre Henry

Os erros e acertos do novo governo

Começou um novo governo e não vou entrar aqui na discussão se é legítimo ou se é golpe. Mas, não vou me furtar a discutir dois assuntos que estão um pouco mais relacionados com uma coluna em um caderno cultural: a diversidade e a cultura.

Acompanho as manifestações políticas em redes sociais, sejam elas à esquerda ou à direita, e duas coisas me chamaram a atenção nos últimos dias. A primeira delas foi a enxurrada de críticas quanto à incorporação do Ministério da Cultura pelo Ministério da Educação. Vi muita reclamação, mas não vejo nela qualquer problema. Sempre acreditei que a força de uma área do governo não está no fato dessa área ter um ministro próprio, mas no orçamento a ela dedicado. Um exemplo que eu mesmo citei em minhas postagens em redes sociais foi o fato de, no ano passado, uma das pastas mais importantes do governo ter sido incorporada por outro ministério. Sim, isso aconteceu e foi simplesmente com a Previdência Social, fundida com o Ministério do Trabalho em outubro de 2015. Quer pasta mais relevante do que a da Previdência? Cuida da sobrevivência de milhões de trabalhadores de baixa renda. E quem levantou a voz contra a incorporação da pasta pelo Ministério do Trabalho? Não me lembro de ter lido críticas a esse respeito. Resumindo a história, não vejo problema algum da Cultura ir para a Educação e não acho que ocorrerá uma tragédia na área só por conta disso. Muito mais importante é verificar se orçamentos e projetos ligados à cultura serão mantidos. Se forem, a fusão é boa, já que reduz gastos com cargos comissionados.

Mas, se não faço críticas a essa junção de ministérios, sobram-me argumentos para condenar uma Esplanada masculina e branca. Uma mulher, um negro ou um índio não garantem um governo melhor. Mas, também não garantem um governo pior. A nossa sociedade é diversificada. Qual a razão para termos apenas homens brancos na Esplanada? Nenhuma. As minhas experiências no trabalho com mulheres, por exemplo, fizeram-me acreditar que elas só têm a acrescentar. Tive três chefes mulheres em minha carreira profissional, trabalhei ao lado de uma juíza federal e estive em duas varas dirigidas por competentes diretoras de secretaria. Ouso até dizer que prefiro trabalhar com mulheres.

Temer poderia ter forçado a barra dos fisiologistas para que indicassem pessoas que não fossem apenas homens brancos. Errou. “Ah, mas Dilma tinha um ministério diversificado e seu governo foi um desastre” – alguém diz. Eu respondo: se houve desastre, algo que prefiro não entrar no mérito, não foi por culpa da diversidade. O governo deve espelhar a sociedade e a sociedade não é só aquilo que agora estamos vendo no Planalto Central.

Alexandre Henry

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Comentários

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