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A coluna "Modo de Ver" foi publicada semanalmente no jornal Correio de Uberlândia de janeiro de 1996 a dezembro de 2016. A partir de 2017, os textos passaram a ser publicados no Diário do Comércio de Uberlândia.


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20 de Maio de 2015 Alexandre Henry

O futuro do planeta não me assusta

Eu não tenho a menor dúvida de que os problemas ambientais serão revertidos. Por quê? Porque o casamento da opinião pública com o capitalismo vai dar um jeito nessa bagunça.

Pode-se argumentar que o capitalismo é um câncer, mas o sistema é inteligente e não vai matar seu hospedeiro. Hoje, os donos do dinheiro sabem que a maior ameaça que enfrentam não é a regulação estatal, o radicalismo religioso ou uma crise como a de 1929. A maior ameaça é o meio ambiente, pois a natureza não se vende. Os magnatas sabem disso, além de estarem de olho na tal opinião pública, agora com a voz amplificada pela internet. O empresário não é burro: se o consumidor cisma de não querer algo que faz mal para o meio ambiente, ele pode até tentar mudar a opinião do consumidor ou tentar ludibriá-lo, mas sabe que o melhor caminho é buscar uma alternativa que dê dinheiro e agrade o cliente. Assim caminha o capital, buscando se adaptar à opinião pública, ainda que a contragosto, de maneira a continuar lucrando. E a voz das ruas parece mirar uma natureza mais equilibrada.

A água não vai acabar, pois a maior parte do planeta é de oceanos e os donos do dinheiro já estão barateando os processos de dessalinização. O fim da era dos combustíveis fósseis, era que vem desde a Revolução Industrial, já está na pauta do capitalismo, que corre para desenvolver fontes de energia renovável mais acessíveis. Há alguns dias, a empresa Tesla apresentou uma bateria capaz de armazenar energia para sustentar uma casa a noite toda. Em algumas décadas, sistemas eólico-solares produzirão a energia de que uma casa precisa. Combustíveis renováveis continuarão ganhando espaço, mesmo com o xisto americano e o petróleo barato. A própria gasolina americana já contém um percentual de etanol, como a nossa. Cientistas brasileiros do IAC apresentaram, há poucos dias, a supercana, que pode atingir seis metros de altura e produzir muito mais etanol por hectare. Também a população se estabilizará na medida em que a urbanização avança, pois o conforto da moderna vida capitalista, que aos poucos chega a brasileiros, indianos e até a africanos, é incompatível com grandes famílias.

Infelizmente, eu não verei esse mundo melhor. Minha filha provavelmente também não verá, assim como os filhos da minha filha. Ao contrário: assistiremos cada vez mais a desastres naturais gigantescos. A poluição vai trazer muita tragédia até o final deste século. Porém, o homem e o capitalismo possuem um extinto de sobrevivência inigualável, razão pela qual eu não tenho medo do futuro do nosso planeta. Daqui a um século, meus bisnetos ou tataranetos viverão em um mundo completamente diferente, muito mais sustentável e ambientalmente equilibrado.

Alexandre Henry

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Comentários

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