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A coluna "Modo de Ver" foi publicada semanalmente no jornal Correio de Uberlândia de janeiro de 1996 a dezembro de 2016. A partir de 2017, os textos passaram a ser publicados no Diário do Comércio de Uberlândia.


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17 de Junho de 2015 Alexandre Henry

Internet: não existe almoço de graça

No começo, o computador servia para escrever textos e algumas planilhas, além de jogos toscos, piores do que os de videogames como o Atari. Até que veio a internet e tudo começou a mudar: e-mail, sites e, quase ao mesmo tempo, comunicadores instantâneos, salas de bate-papo etc. Depois, dois saltos marcantes: 1) a explosão das redes sociais, com aplicativos como o Orkut, Facebook e Twitter; 2) a migração da navegação para os celulares, com seus aplicativos inteligentes. Hoje, usamos a rede para diversão, várias horas ao dia. Quanto tempo você passa no Facebook, Instagram ou Twitter? Que parte do seu dia você se dedica a trocar mensagens pelo WhatsApp? E quanto você paga por tudo isso?

Nada, absolutamente nada - e é sobre isso que eu quero tratar. Repare nesse pequeno histórico que fiz sobre a evolução da informática. Antes, o computador era uma ferramenta e, diga-se de passagem, uma ferramenta muito cara. Tudo era pago, ao menos para quem andava dentro da lei. A pouca diversão que tínhamos, por meio dos jogos, também não era de graça. Hoje, ao contrário, há celulares que custam pouco e que te permitem se divertir à vontade, muitas vezes sem gastar nem com a internet, porque você pode aproveitar um wi-fi grátis. São milhões, talvez bilhões de pessoas se divertindo sem ter que pagar nada por isso.

Nada? Na verdade, você paga, sim. Paga com sua privacidade, pois a maioria desses serviços se sustenta vendendo anúncios para empresas, os quais são direcionados de acordo com o perfil e as atividades de cada pessoa na rede. Esse é o preço a pagar por ter tanta diversão sem precisar desembolsar dinheiro em espécie. E é isso que muita gente não entende quando fica histérica com o uso de informações pessoais para a construção de sistemas de publicidade. Mas, não há razão para histeria. Alguém tem que bancar esse sistema e melhor que seja da forma atual. Claro, todo mundo tem o direito de saber que tipo de informação pessoal está sendo coletada, até para decidir se quer pagar aquele "preço" ou não. Mas, estando claras as regras, acredito que não exista sistemática melhor para democratizar o acesso à rede e dar um pouco de lazer à humanidade. Quem não quiser compartilhar suas "curtidas", seus "favoritos", suas buscas na internet e por aí afora, pode deixar a rede de lado. Como eu não me importo, vou continuar usando e que venham mais aplicativos de graça. Na medida em que deixem claro quais dados da minha navegação estão utilizando, podem coletar à vontade, até porque eu estou seguro de que, para esses gigantes da internet, eu sou apenas mais um dado estatístico para fins publicitários, não despertando minha vida pessoal específica qualquer interesse para nenhum dono de rede social.

Alexandre Henry

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Comentários

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