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A coluna "Modo de Ver" foi publicada semanalmente no jornal Correio de Uberlândia de janeiro de 1996 a dezembro de 2016. A partir de 2017, os textos passaram a ser publicados no Diário do Comércio de Uberlândia.


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14 de Setembro de 2016 Alexandre Henry

Exceções para ser feliz

Por conta dos meus textos no Correio de Uberlândia e dos meus livros sobre concursos, acabo recebendo muitos convites de amizade no Facebook. Como regra, não deixo de aceitar ninguém, ainda que não saiba quem é. Apenas tomo cuidado com minhas postagens mais pessoais, para compartilhá-las em um círculo menor e mais confiável. Cuidados básicos que todos deveriam tomar.

Nesse embalo, já são mais de 3.000 contatos no Facebook. A consequência é que tenho que selecionar também as postagens que aparecem na minha timeline, já que, sem essa seleção, eu simplesmente não conseguiria acompanhar nada. Para me guiar, eu sigo um princípio do qual já falei aqui: o de não deixar de seguir uma pessoa só porque ela pensa de forma contrária a mim. Minha intenção é evitar a criação da chamada "bolha ideológica" e permitir que eu tenha contato com ideias divergentes para, conforme o caso, rever ou reforçar o meu ponto de vista. Até mesmo aqueles chatos (quem não tem alguém assim em sua lista de contatos?), eu tento manter, já que a gente tem que exercitar também a paciência.

Semana passada, porém, quebrei minhas regras três vezes. Primeiro, com um cidadão de Uberlândia que não conheço pessoalmente e que, até então, estava no meu rol de "amigos" do Facebook. Fiz uma postagem bem humorada, nem me lembro sobre qual tema, e enquanto todo mundo caiu na brincadeira e foi fazendo comentários engraçados, o sujeito foi lá e escreveu uma frase com a clara e única intenção de me ofender. Pensei: eu tenho que aguentar algo assim? Concluí que não, eu não tinha que aguentar e desfiz a "amizade", bloqueando o sujeito logo na sequência. Nas duas outras vezes, o problema foi com pessoas conhecidas que desandaram a publicar textos e notícias atacando a minha área de trabalho. Eu gosto de discutir os problemas da minha profissão e até acho essas discussões positivas. A questão é que ambos, que pertencem a carreiras com pontos passíveis de muitas críticas, desandaram a usar um tom por demais ofensivo, além de generalizar de uma tal forma que não permitia um debate saudável. Aí, eu pensei: eu tenho que aguentar algo assim? Novamente, concluí que não. Como são pessoas de quem eu gosto, apenas deixei de seguir no Facebook, sem excluir.

Continuo acreditando na importância de se expor à diversidade ideológica nas redes sociais, para não viver em uma bolha ilusória. Mas, também é muito importante ser feliz e, nesse caso, dá para abrir uma exceção à regra da diversidade de vez em quando. Às vezes, apenas para se livrar de alguém inconveniente que não tem o menor significado na sua vida. Outras vezes, apenas para manter, fora das redes sociais, uma amizade que vale a pena.

Alexandre Henry

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Comentários

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