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A coluna "Modo de Ver" foi publicada semanalmente no jornal Correio de Uberlândia de janeiro de 1996 a dezembro de 2016. A partir de 2017, os textos passaram a ser publicados no Diário do Comércio de Uberlândia.


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11 de Março de 2015 Alexandre Henry

Esperança e frustração

Minha memória mais antiga sobre política é do General João Batista Figueiredo, o último presidente do regime militar. No final de seu governo, a economia não andava bem e a eleição de um novo presidente era uma grande esperança. 

Eu era pequeno, mas consigo me lembrar que, apesar da tristeza pela morte de Tancredo, o país se encheu de esperança com Sarney e seus planos para acabar com a inflação. Ainda não sabíamos que congelamento de preços é uma medida burra e que não resolve coisa alguma, só adiando a explosão do problema. Vi os “fiscais do Sarney” e a polícia correndo atrás de vaca para garantir o abastecimento de carne. Foram planos e mais planos de Sarney, esperanças e frustrações, até que se chegou à conclusão de que só um novo governo poderia resolver o caos financeiro do Brasil. Veio então Collor, vestido sob o manto do salvador, o caçador de marajás, o moralizador. De cara, confiscou a poupança e o país foi ao caos, mas ainda tínhamos esperança. Ingenuidade! Confisco da poupança, assim como congelamento, é ação para piorar a economia, não para melhorar. A frustração só aumentou com a corrupção da turma do Collor. Tempos difíceis. Para ter um pouquinho de esperança, pintaram-se as caras e parte do povo foi às ruas. 

Eu não fiquei animado com Itamar, um sujeito que pediu à VW para retomar a produção do Fusca como medida para ajudar a economia. Também não me animei com o plano que seu ministro FHC preparou para a economia. Mas não é que funcionou? Eu nunca tinha vivido em um país sem inflação e, de repente, anos se passaram com a economia estabilizada. Mas, foi só passar a reeleição de FHC que a conta chegou: dólar nas alturas, economia capenga. Da esperança à frustração, outra vez. Aí veio Lula e a economia bombou. Mal sabia eu que a razão do sucesso do país era o preço alto da soja e do minério de ferro no exterior. Bastaria a China diminuir suas compras e estaríamos ferrados novamente. 

E, assim, eis-me aqui em um novo período de frustração com meu país. Mais experiente um pouco, passei a entender que dá para levar a vida com o esforço próprio, deixando o governo de lado. Mas, o fato é que me sinto muito entristecido por meu país amado só viver se ciclos de falsas esperanças e grandes frustrações. Temo pela minha filha, pelo futuro dela. Triste, muito triste. Queria que ela crescesse em um país no qual a política não atrapalhasse tanto um povo absolutamente bom e uma terra divinamente abençoada. 

Alexandre Henry

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Comentários

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