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A coluna "Modo de Ver" foi publicada semanalmente no jornal Correio de Uberlândia de janeiro de 1996 a dezembro de 2016. A partir de 2017, os textos passaram a ser publicados no Diário do Comércio de Uberlândia.


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11 de Novembro de 2015 Alexandre Henry

Dois anos de felicidade

Há exatamente dois anos, em uma manhã de céu azul deslumbrante, meus olhos derramaram muitas e muitas lágrimas. Foi o dia em que a minha filha nasceu e eu já contei essa história aqui. Desde então, tenho vivido um tempo de muita intensidade e de aprendizado.

Provavelmente, a principal lição que eu aprendi durante essas mais de 100 semanas foi a de que você não precisa ser pai ou mãe para ser feliz na vida, mas certamente ser pai ou mãe vai te fazer ainda mais feliz. Hoje, eu vejo o quanto a minha vida está completa, o quanto ela parece sem sentido quando eu me imagino sem o sorriso de Luísa. Sinto aquela dorzinha lá no fundo do coração quando eu tenho que me separar dela por alguns dias, além de uma sucessão de medos causados por simples pensamentos de que algo ruim possa acontecer com a minha bebê. Acho que todo pai e mãe sentem a mesma coisa, mas é interessante quando acontece com a gente. Só é sujeito do verbo "sentir" quem está vivo e, por isso, quanto mais a gente sente, mais a gente se sente vivo. Confuso? Talvez. Mas, posso simplificar dizendo que os sentimentos trazidos pelo nascimento e desenvolvimento de um filho fazem com que a gente sinta o próprio coração pulsar com mais vida.

Não foi só isso o que eu aprendi. Eu já sabia que ser pai era algo que se construía, ao contrário de ser mãe, algo que parece ser natural da mulher desde o primeiro instante. O que eu não sabia é que a participação era tão importante, mas tão importante mesmo. Hoje, eu posso dizer aos homens que não se é um pai de verdade sem realmente sentar e brincar com a criança, sem levar ao pediatra, sem sentir uma dor no coração enquanto o bebê toma a picada da agulha com a vacina, sem revezar com esposa nas longas e intermináveis noites de febres, tosses e nariz entupido. E mais: a paternidade completa exige que você faça mamadeiras (e fique lá esperando a mamada acabar!), troque fraldas, dê banho, regule a altura do berço na medida em que o bebê vai crescendo, pendure aquele quadrinho de decoração na parede, compre fraldas, compre fraldas e compre fraldas. Não acabou! Ser pai por completo é fazer isso tudo e achar que a sua vida não teria a menor graça se você perdesse qualquer uma dessas atividades.

Hoje, dia em que a minha Luísa completa dois anos de idade e, ao menos tecnicamente, deixa de ser bebê e se torna uma criança, eu posso dizer que o abraço dela é a coisa que mais me deixa feliz nessa minha vida corrida e agitada. Quando ela está no meu colo e deita sua cabecinha em meu ombro, é como se alguma entidade divina me dissesse: meu amigo, entendeu agora o que é a verdadeira felicidade? E eu posso dizer: sim, entendi!

Alexandre Henry

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Comentários

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