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A coluna "Modo de Ver" foi publicada semanalmente no jornal Correio de Uberlândia de janeiro de 1996 a dezembro de 2016. A partir de 2017, os textos passaram a ser publicados no Diário do Comércio de Uberlândia.


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1 de Abril de 2015 Alexandre Henry

Deus e as religiões

Como acontece com quase todo mundo, especialmente na juventude, que é quando a gente acha que sabe de tudo e é dono do próprio tempo, eu passei pela fase de não dar valor e não acreditar em nada que se referisse a religiões. E, como também acontece com quase todo mundo, superei essa fase.

É preciso separar duas coisas bem distintas: a crença em uma entidade divina e a religião. Há muita gente que acredita na existência de um ser superior, mas que não enxerga nas religiões um canal adequado – se é que cabe usar a palavra “canal” – para se relacionar com essa entidade divina. Olhando para trás, talvez eu nunca tenha deixado de acreditar em Deus, embora a minha crença nas religiões realmente tenha desaparecido por algum tempo. O fato é que a gente nasce, cresce e morre, o que nos leva a algumas perguntas inevitáveis: de onde viemos? Para onde vamos? O que estamos fazendo aqui? Mesmo quem não acredita em nada já se pegou algum dia questionando a própria existência. Por isso, mesmo contrárias às religiões, muitas pessoas não deixam de acreditar em um ser superior. Tão irracional quanto crer em uma entidade não humana criadora e controladora de tudo é crer que não há nada de sobre-humano no nascer, crescer e morrer. Quando pensamos no tempo, aí então é que sentimos a necessidade de uma explicação fora no mundo sensorial. Quando tudo isso começou? O que existia antes do tal Big Bang? O que há além das fronteiras do universo? O que é existir? São perguntas que, se meditadas profundamente, levam a uma agonia muito grande, só amenizada pela crença em algo que vai além de nossa compreensão. Em síntese, a crença em um ser superior, que costumamos chamar de Deus.

Quanto à religião, as restrições são mais comuns entre as pessoas que conheço, talvez pelo fato de muito mal já ter sido feito em nome de uma doutrina religiosa. Da inquisição católica ao radicalismo islã, não foram poucas as lágrimas vertidas em razão do fundamentalismo religioso. Por isso, já desacreditei nas religiões. Mas, olhando de forma mais geral e menos concentrada nesses fatos, voltei a aceitar que as religiões fazem mais bem do que mal. Acreditar em algo superior e compartilhar dessa crença em comunidade traz paz e calma à maioria das pessoas. Além disso, boa parte das condutas pacificadoras (não matar, não roubar, não mentir etc.) é defendida por quase todas as religiões. Sim, há padres pedófilos, pastores larápios, muçulmanos terroristas, judeus radicais e por aí vai. Mas, a maioria dos fieis e mesmo dos líderes religiosos é bem intencionada, fazendo com que, no final das contas, a religião seja uma das mais humanas expressões do ser humano, responsável por trazer conforto e paz aos corações.

Alexandre Henry

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Comentários

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