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A coluna "Modo de Ver" foi publicada semanalmente no jornal Correio de Uberlândia de janeiro de 1996 a dezembro de 2016. A partir de 2017, os textos passaram a ser publicados no Diário do Comércio de Uberlândia.


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27 de Maio de 2015 Alexandre Henry

Ainda contra as armas

Há poucos dias, foi destaque na imprensa nacional o caso do policial civil de Uberlândia que reagiu a um assalto e matou um dos bandidos, após eles invadirem a garagem da sua casa. Imediatamente, as redes sociais foram inundadas de mensagens sobre o acontecido, associando o porte de armas a mais segurança.

Continuo sendo contra a liberação do porte de arma. O policial deu muita sorte, além de ter sido treinado para enfrentar uma situação daquelas. A maioria dos cidadãos comuns nem teria percebido a entrada dos ladrões na garagem e, provavelmente, teria morrido, mesmo com uma pistola na mão. Em geral, os crimes são cometidos por mais de um bandido, o que deixa a vítima em desvantagem, ainda que esteja armada. O criminoso também sempre tem a seu favor o elemento surpresa. Falei isso e alguém argumentou que, se a população estiver armada, os bandidos vão pensar duas vezes antes de assaltar. Duvido. Se fosse assim, nenhuma loja com segurança armado seria assaltada, bancos não seriam roubados e nenhum carro-forte seria atacado. Se o bandido desconfia que você pode estar armado, ele não vai deixar de te roubar se você tiver o que ele quer. Ao contrário: ele vai chegar atirando. E se você comprar um revólver, ele vai andar de pistola. Se você comprar uma pistola, ele vai arrumar um fuzil. É ilusão achar que cidadão armado é criminalidade menor. Se há países que permitem o porte e têm pouca violência, há outros, como o Japão e a Inglaterra, que não permitem nem a posse de arma em casa, algo que é permitido no Brasil, e ainda assim são muito seguros.

No último domingo, a Folha de S. Paulo trouxe uma pesquisa que mostra: a maioria dos crimes é cometida com armas de fabricação brasileira, vendidas anteriormente ao Estatuto do Desarmamento, e que já foram de "cidadãos de bem". Pesquise as páginas policiais deste CORREIO e você verá que quase todos os homicídios são cometidos com revólveres, quase sempre brasileiros. O número de crimes evitados com armas na mão de cidadãos é muito menor do que o de pessoas mortas em brigas ou por balas perdidas. Não adianta exigir do cidadão exame teórico, prático e psicotécnico para andar armado, pois isso já é exigido para tirar CNH e temos um dos trânsitos mais violentos do mundo. Armar a população só vai servir para transferir mais armas para a bandidagem, para aumentar os tiroteios, as vítimas de crimes passionais, de brigas e de balas perdidas. Por tudo isso, sou e continuo sendo contra qualquer tipo de arma de fogo nas mãos dos cidadãos. Até a posse em casa, hoje permitida, é algo com o qual não concordo, exceto em áreas rurais remotas. Arma só diminui a criminalidade para quem pensa com o fígado, não com o cérebro.  

Alexandre Henry

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Comentários

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