Antônio Pereira

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1 de Março de 2017 Antônio Pereira

Assombrações da Martinésia

Várias pessoas já viram a assombração da avenida Central da Martinésia. Um jovem foi a uma fazenda próxima assistir televisão. Quando voltou, tarde da noite, que entrou na avenida Central, escutou o pisado de um animal. Voltou-se para ver quem era, porque o povo do lugar andava muito a cavalo, era um burrão bonito, com um senhor de cor montado, muito bem arrumado, com uma roupa amarela. Passou. O rapaz ficou cismado, olhando. Quando foi chegando na esquina pra descer pra Mata dos Dias, desapareceu. Em casa, ele contou que tinha visto uma coisa estranha, mas muitas pessoas já tinham falado nesse homem que passava cavalgando altas horas da noite na avenida.

Na rua de baixo, Goiás, também passava um cavalo com o pescoço muito comprido de que as pessoas tinham muito medo. Quando passava das onze horas da noite ninguém mais saía pra rua. Minha mãe, ia dando dez e meia, fechava a casa toda e explicava que o cavalo do pescoço comprido podia passar por ali. Ele passava virando o pescoço pros lados pra ver tudo. Passava na porteira pra baixo do cemitério, que agora tiraram e puseram um mata burro. Tarde da noite, quando alguém ia passar, a porteira abria sozinha. A pessoa não via nada. Passava arrepiada de medo. Acabava de passar, olhava pra trás, a porteira estava fechada.

Isso, foram várias pessoas que viram. Moravam nas fazendas e vinham para as novenas, quando voltavam era muito tarde.

Este caso eu presenciei e quase morri de medo: a gente levava comida pra roça, eu ia com a mamãe, no roção, quando a gente voltava, tinha uma cerca, aí veio um bicho, parecia um cavalo correndo, bufando. Mamãe mandou a gente passar por baixo da cerca, nós passamos. Quando nós estávamos passando, aquilo estava bufando na nossa nuca, que o cabelo voava. Quando viramos pra trás, não tinha nada. Nessa estrada aqui, que atravessa o Uberabinha. Eles falavam que no rio Araguari (das Velhas) tinha um nego d’água, que, quando as pessoas iam atravessar de canoa, mais tarde, ele pulava na ponta da canoa e fazia ela empenar. Muitas pessoas contaram esse caso. (casos contados por dona Luzia Alves Borges)

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